Tratamento das biprotrusões com miniparafusos intra- e extra-alveolares associados ao sistema de braquetes autoligáveis

Por Administrador

Edição V25N5 | Ano 2020 | Editorial Tópico Especial | Páginas 66 até 84

Henrique Mascarenhas Villela

Introdução: As biprotrusões moderadas e severas dificultam o selamento labial passivo, comprometem a estética facial e do sorriso. As extrações de pré-molares podem ser evitadas quando se utiliza a ancoragem esquelética como recurso para retrair ambas as arcadas. Essa abordagem traz as seguintes vantagens: evita que o paciente seja submetido ao processo da extração dos pré-molares; simplifica a mecânica ortodôntica; não reduz o volume de um pré-molar de cada lado no sorriso; e auxilia no controle da sobremordida e da exposição gengival. A utilização dessa terapêutica, quando associada aos aparelhos autoligáveis, possibilita maiores intervalos entre as consultas, sem comprometer a eficiência do tratamento, e permite a seleção dos torques mais adequados para essa mecânica. Os miniparafusos intra-alveolares podem ser utilizados na correção de biprotrusões mais suaves, enquanto os extra-alveolares podem ser indicados, também, nos casos mais severos. Objetivo: Relatar os tratamentos de três casos clínicos de biprotrusão leve, moderada e severa, respectivamente, efetuando a retração das arcadas em uma única fase, utilizando miniparafusos intra- e extra-alveolares, conforme a magnitude da retração necessária. Conclusão: A retração das arcadas superior e inferior com miniparafusos ortodônticos intra- e extra-alveolares associa- dos aos aparelhos autoligáveis é um excelente recurso para a correção das biprotrusões de suave a severa, diminuindo a necessidade de extrações de pré-molares e simplificando a mecânica ortodôntica.

Miniparafuso extra-alveolar. Miniparafuso intra-alveolar. Mini-implante. Biprotrusão. Braquetes autoligáveis.

Villela HM. Treatment of bimaxillary protrusion using intra- and extra-alveolar miniscrews associated to self-ligating brackets system. Dental Press J Orthod. 2020 Sept-Oct;25(5):66-84.